Coletivo Bonobando estreia seu primeiro infanto juvenil

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Coletivo Bonobando estreia seu primeiro infanto juvenil,  ‘Jongo Mamulengo’, dia 27 de maio, no Teatro Ipanema 

Com direção de Adriana Schneider, espetáculo conta a história do samba e do jongo no Morro da Serrinha com bonecos de mamulengos. O projeto é uma parceria com o Jongo da Serrinha e o Cordão do Boitatá

Numa celebração à cultura brasileira, com foco em três patrimônios imateriais do país, o Coletivo Bonobando apresenta seu primeiro infantojuvenil: o espetáculo Jongo Mamulengo, parceria com o Jongo da Serrinha e o Cordão do Boitatá, que estreia dia 27 de maio, no Teatro Ipanema, com direção de Adriana Schneider. Na montagem, o jongo, o samba e o mamulengo (teatro de bonecos popular de Pernambuco) são os protagonistas da história contada por atores, músicos e os bonecos confeccionados pelo especialmente pelo Mestre Zé Lopes, mamulengueiro pernambucano. No mesmo teatro, o coletivo, formado por jovens de territórios populares do Rio, vai apresentar o seu já bem-sucedido espetáculo adulto, Cidade Correria. Elogiada por crítica e público, a montagem apresenta uma cidade caótica, com cenas que transbordam urgências cotidianas, contradições, alegrias, delírios, feridas e potências.

O Coletivo Bonobando surgiu em 2014 a partir de uma residência artística realizada na Arena Carioca Dicró, na Penha e, em 2016, iniciou uma parceria artística com o Jongo da Serrinha (ONG que há 50 anos desenvolve trabalhos artísticos e culturais no Morro da Serrinha). O infantojuvenil Jongo Mamulengo nasceu a partir desse encontro cultural e se propõe a contar, de maneira lúdica e poética, a história do jongo e do samba no contexto do Morro da Serrinha, com mamulengos que representam importantes figuras históricas como Vovó Maria Joana, Mestre Darcy, Silas de Oliveira, Mano Décio, Aniceto do Império, Tia Ciata, Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Tia Maria do Jongo e Princesa Isabel.

O processo envolveu um intercâmbio dos jovens artistas do coletivo com o mamulengueiro Zé Lopes, da Zona da Mata de Pernambuco, também responsável pelos mais de 20 bonecos que estão no espetáculo. No palco, integrantes do Jongo da Serrinha e do Cordão do Boitatá também estarão em cena tocando e dançando.

A história de “Jongo Mamulengo” também passa pelo surgimento das primeiras favelas e Escolas de Samba da cidade e pela forte presença de personagens femininos no fortalecimento do jongo e do samba – mulheres como Dona Ivone Lara, Tia Ciata, Vovó Maria Joana e Tia Maria do Jongo. “O Jongo Mamulengo é um casamento perfeito entre todos esses grupos e artistas”, celebra Adriana Schneider, que trabalhou no processo de registro do mamulengo como patrimônio imaterial do país. A gente criou os bonecos inspirados em pessoas que são fundamentais na trajetória do jongo e do Império Serrano. Temos o boneco do Mestre Darcy (que dedicou a sua vida à manutenção e à divulgação do jongo), por exemplo, que é quem vai funcionar como apresentador da peça e costumar as histórias que são contadas no quintal da Vovó Maria Joana, mãe dele”, acrescenta a diretora.

Sobre o Bonobado
O Coletivo Bonobando é um projeto pioneiro na cidade, com uma metodologia baseada na interlocução entre os saberes locais e acadêmicos. Formado pelas relações em rede, o grupo, que conta com 10 atores entre 20 e 29 anos, trabalha para a construção do conhecimento compartilhado e, através da arte, abordar questões contundentes do Brasil contemporâneo, redimensionando as fronteiras entre estética e política. Criado em 2014, o coletivo foi o primeiro a surgir a partir de uma residência artística em uma das arenas municipais, a Arena Carioca Dicró, na Penha.

Sobre o Jongo da Serrinha
O Grupo Cultural Jongo da Serrinha é uma organização social criada no bairro de Madureira, Zona Norte do Rio, que promove ações integradas entre cultura, arte, memória, desenvolvimento social, trabalho e renda. Há 13 anos se tornou oficialmente uma Associação Sem Fins Lucrativos e vem atuando em parceria com o poder público, privado e instituições internacionais para a promoção do jongo como patrimônio imaterial do Sudeste e seus desdobramentos sociais para desenvolvimento humano. Nasceu no fim dos anos 60, a partir da preocupação do Mestre Darcy da Vovó Maria, com a extinção do jongo na cidade do Rio. Os moradores do Morro da Serrinha, em Madureira, começam a ensinar crianças, artistas e universitários a praticar o jongo e inovando em termos musicais introduzindo harmonia em seus arranjos.

 

Sobre o Cordão do Boitatá
Criado em 1996, o Cordão do Boitatá tem como referência a diversidade cultural da música e das festas populares brasileiras. Boitatá é uma palavra de origem tupi-guarani, que significa cobra de fogo. O grupo teve um papel essencial na retomada e na revitalização do Carnaval de rua da cidade. Desde 1997, o bloco circula pelas ruas do Rio Antigo, proporcionando uma acústica perfeita, já que o percurso é realizado sem caixas de som. Ao longo dos anos, a festa se adaptou ao crescente número de foliões, recriando seu formato e prevendo maneiras de tornar a folia criativa artisticamente e responsável socialmente. O Carnaval do Cordão do Boitatá é dividido em dois momentos: o pré-carnaval com um cortejo e o tradicional Baile Multicultural do Cordão do Boitatá, em palco na Praça XV, no domingo Momo.

Ficha Técnica:

Dramaturgia e texto: Coletivo Bonobando

Com: Karla Suarez, Lívia Laso, Marcelo Magano, Patrick Sonata e Thiago Rosa

Músicos: Anderson Vilmar, Cristiane Cotrim, Lazir Sinval, Luisa Marmello, Luiz Flavio Tournillon Alcofra, Ricardo Cotrim e Thiago Queiroz

Direção e metodologia de dramaturgia: Adriana Schneider

Colaboração: Lucas Oradovschi

Bonecos: Mestre Zé Lopes, Adrianna Trivelato e Thiago Rosa

Direção musical: Lazir Sinval, Luisa Marmello e Ricardo Cotrim

Figurino, cenário e adereços: Adrianna Trivelato

Concepção do projeto: Dyonne Boy

Iluminação: Lelê Santiago e Lucas Oradovschi

Produção: Karla Suarez

Assistência de produção: Damiana Alves

Produção executiva: Dyonne Boy e Marcelo de Brito

Comunicação: Hugo Bernardo, Karla Suarez, Lívia Laso e Marcelo Magano

Assessoria de imprensa: Rachel Almeida

Artes: Alcinoo Giandinoto

Realização: Jongo da Serrinha, Coletivo Bonobando, Grupo Pedras de Teatro e Cordão do Boitatá

 

Serviço:

Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes, 824, Ipanema

Telefone: 2267-3750

Temporada: de 27 de maio a 25 de junho

Dias e horários: sábados e domingos, às 16h

Preço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Lotação do teatro: 192 pessoas

Duração: 50 minutos

Classificação indicativa: livre

 

 

Assessoria de imprensa

Racca Comunicação

 

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