Galeria Mario Cohen recebe Walter Firmo em “Um Passeio Pela Nobreza” com registros de 60 anos de carreira

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Galeria Mario Cohen recebe Walter Firmo em “Um Passeio Pela Nobreza” com registros de 60 anos de carreira

Em 60 anos, o fotógrafo Walter Firmo se tornou referência internacional por seu olhar poético que dá voz à cultura negra, entre subúrbios e artistas, mostrado na exposição “Um Passeio Pela Nobreza”

No dia 19 de outubro de 2017, a Galeria Mario Cohen, uma das primeiras dedicada à fotografia no Brasil, recebe a exposição “Um Passeio Pela Nobreza”, assinada por Walter Firmo (80), considerado nome fundamental na história da fotografia brasileira, com abertura para convidados, a partir das 19h, que acontece na galeria, localizada na Rua Joaquim Antunes, n° 177, em Pinheiros, São Paulo. O período expositivo é de 20/10 a 18/11.

São expostas 14 fotos, entre elas, registros de artistas como Cartola, na Marquês de Sapucaí (16x23cm); Cartola e amigos, na GRES Mangueira (16x23cm); Cartola e Dona Zica, na GRES Mangueira (23x15cm); Chico Buarque, em Copacabana (15x23cm); Clementina de Jesus, na Quinta da Boa Vista (16x23cm); Clementina de Jesus, no Grajaú (15x23cm) e Clementina de Jesus, no palco (15x23cm); Dona Ivone Lara, em Bonsucesso (23x15cm); Dona Zica e Pixinguinha, em Ramos (2 fotos – 15x23cm e 17x23cm); Madame Satã (23x16cm); e Moreira da Silva, em Rio Comprido (16x23cm). O público colecionador pode adquirir uma caixa com seis imagens de 23x18cm, cada uma com tiragem de apenas 10 cópias.

Walter Firmo, reconhecido pelo principal tema de seu trabalho – a figura humana – revela tradições e culturas por meio de contrastes e cores saturadas. Mostra seu peculiar interesse por cenas e personagens que estão longe dos holofotes, nos subúrbios. Equilibra a história de cada personagem com a mesma exuberância. Em seu trabalho, a beleza de moradores de subúrbios, menos favorecidos, em situações cotidianas, é a mesma de artistas consagrados como Clementina de Jesus, Chico Buarque, Djavan, Fafá de Belém e Tim Maia, das gravadoras RCA e Odeon, fotografados por Firmo nas décadas de 1970 e 1980. Imerso no berço do samba e da MPB, Walter Firmo tornou o povo, principalmente o brasileiro, protagonista da poesia encontrada nos momentos simples. Seu trabalho, reconhecido nacionalmente, do Rio a Bahia, e até internacionalmente, por seus registros em Havana, Cuba, e outros países, é referência e inspiração para nomes importantes da área, como o fotógrafo Bob Wolfenson.

“Suas fotografias não falam de fotografias, não têm efeitos mirabolantes, nem filigranas de estilo, vão direto ao assunto. São um libelo contra a pressa e a vulgaridade. Guiados por seu olhar singular e delicado, revisitamos um Brasil mítico que parece não existir mais. Suas imagens nos convidam a passear pela nobreza e elegância da cultura negra.”, afirma. Seja no olhar para os sorrisos e fantasias nos bastidores do carnaval carioca ou para os costumes de um povo que vive sob um sistema socialista, o fotógrafo transmite a sua mensagem. “A função de uma fotografia é sobretudo educar, levando ao espectador algo novo. O ato de ver uma fotografia será sempre o do conhecimento.”, reforça Walter Firmo.

Walter Firmo Guimarães da Silva

(Rio de Janeiro – RJ, 1 de junho de 1937, 80 anos), nascido no bairro de Irajá, subúrbio do Rio de Janeiro, é um nome fundamental na história da fotografia nacional. Inicia sua carreira em 1955, aos 18 anos, como aprendiz no jornal Última Hora, no Rio de Janeiro, enquanto cursa fotografia na Associação Brasileira de Arte Fotográfica (Abaf) e lá permanece até se tornar repórter fotográfico do jornal. Em 1960, aos 23 anos, passa a colaborar com o Jornal do Brasil. Em 1963, aos 25 anos, conquista o Prêmio Esso de Reportagem, com a série de cinco reportagens Cem Dias na Amazônia de Ninguém, publicada no Jornal do Brasil. Em 1965, aos 28 anos, passa a integrar a primeira equipe da revista Realidade. Nacionalmente popular, em 1967, aos 30 anos, como correspondente da Editora Bloch, vive por seis meses em Nova York. Realiza reportagens nos Estados Unidos, México, Canadá e Caribe. A partir de 1971, aos 34 anos, passa a atuar na área de publicidade, principalmente na indústria fonográfica. Nessa época, seu trabalho passa a ser reconhecido por características marcantes como as cores e os retratos de importantes cantores da música popular brasileira, em sua maioria, negros, como o artista. Fotografa capas de discos de artistas como Clementina de Jesus, Chico Buarque, Djavan, Fafá de Belém e Tim Maia, das gravadoras RCA e Odeon. Firmo inicia sua pesquisa sobre a cultura negra no Brasil, as festas populares e o folclore nacional. Em 1973, aos 36 anos, cria a agência Câmara Três, ao lado de Sebastião Barbosa e Claus Meyer. No mesmo ano, até o ano de 1982, é premiado sete vezes no Concurso Internacional de Fotografia Nikon. No ano seguinte, 1974, aos 37 anos, deixa a agência para fotografar para a sucursal da revista Veja no Rio de Janeiro. Também colaborador da revista Istoé, no início da década de 1980, começa a expor seus trabalhos em galerias e museus. Em 1983, aos 46 anos, Firmo expõe é o primeiro fotógrafo brasileiro a expor no MAM Em 1985, aos 48 anos, conquista o Prêmio Golfinho, concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Aos 49 anos, em 1986, funda e assume a diretoria do Instituto Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte, até 1991. Com a extinção do INFoto da Funarte, durante o governo Collor, foi reintegrado em 1994, aos 57 anos, para a nova Área de Fotografia da Funarte. No mesmo ano, começa a lecionar no curso de jornalismo da Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Em 1998, aos 61 anos, conquista a Bolsa de Artes do Banco Icatu e vive durante meio ano em Paris. No fim da década de 1990, torna-se editor de fotografia da revista Caros Amigos.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO “UM PASSEIO PELA NOBREZA” – WALTER FIRMO

14 imagens

Abertura para convidados: 19 de outubro de 2017, a partir das 19h

Período: de 20 de outubro a 18 de novembro

Local: Galeria Mario Cohen

Rua Joaquim Antunes, 177, cj. 12 – Jd. Paulistano – Tel.: (11) 3062-2084

Horário de Funcionamento:

Segunda a sexta, das 11h às 19h;

Sábados, das 11h às 15h;

Dom e feriados fechado.

Entrada Gratuita

SOBRE GALERIA MARIO COHEN

Mario Cohen, proprietário e curador, é um dos nomes por trás das fotografias Pirelli/Masp com seu acervo e curadoria da coleção – uma das mais respeitadas do país, que conta com participação de artistas com representação e influência significativas na fotografia brasileira. Desde 2002, dirige a galeria inaugurada no edifício Chopin, no Rio de Janeiro. Consagrada como a primeira Fine Art Photography Gallery da América Latina, atualmente, em novo endereço desde 2015, está localizada no Jardim Paulistano, em São Paulo, e ocupa 130m². Além das exposições ao longo do ano, conta com acervos importantes, como os dos fotógrafos Cássio Vasconcellos, Cristiano Mascaro, Marcel Gautherot, Norman Parkinson, Otto Stupakoff, Pierre Verger, Roberio Braga, Sebastião Salgado e Walter Firmo, entre outros renomados artistas da fotografia.

Mais Informações:

Suporte Comunicação – Tel.: (11) 3035-3070

Ana Garnier: agarnier@suportecomunicacao.com.br | ramal 123

Outubro/2017

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