Orquestra Juvenil Heliópolis se apresenta no Theatro Municipal de São Paulo

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ORQUESTRA JUVENIL HELIÓPOLIS SE APRESENTA NO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Em novembro, a Orquestra Juvenil Heliópolis do Instituto Baccarelli sobe ao palco do Theatro Municipal de São Paulo pela primeira vez, com o solista convidado Gabriel Marin

No dia 5 de novembro, domingo, a Orquestra Juvenil Heliópolis, do Instituto Baccarelli, sobe ao palco do Theatro Municipal de São Paulo pela primeira vez, ao lado do violista Gabriel Marin, que também é professor do Instituto. A partir das 12h, os músicos da Orquestra se apresentarão sob regência de Edilson Ventureli.

O solista Gabriel Marin apresentará o Concerto Para Viola. O compositor inglês William Walton tinha apenas 26 anos quando recebeu do maestro Thomas Beecham a sugestão de escrever um concerto para viola e orquestra – e não pensou duas vezes antes de aceitar a tarefa. Para alguém que estava ainda começando sua trajetória, afinal, a proposta era das mais atraentes, abrindo em definitivo as portas para a possibilidade de uma carreira importante. A obra, estreada em 1929 por Paul Hindemith, é considerada um dos mais brilhantes concertos da modernidade.

Felix Mendelssohn-Bartholdy também estava na casa dos 20 anos quando começou a trabalhar na sua Sinfonia nº 4 em Lá Maior, Op.90 – Italiana, que será apresentada em seguida no concerto de domingo. Durante uma viagem pela Itália, a paisagem do país o facinou de tal maneira que acabou por inspirá-lo a compor uma nova sinfonia. “A Itália me parece ser o que sempre imaginei: a alegria suprema de vida. Estou amando o país. O dia de hoje foi tão rico que, agora, de noite, preciso me recolher e escrever a vocês, queridos pais, para agradecer por terem me proporcionado tamanha felicidade”, escreveu ele no dia em que chegou a Veneza. A obra ficou pronta em 1832, sendo estreada no mesmo ano em Londres. Foi um grande sucesso, e Mendelssohn a definiria então como “a mais alegre peça que já escrevi… meu trabalho mais maduro”.

“Tenho certeza que será muito divertido e prazeroso tocar o Concerto de Walton ao lado da Orquestra Juvenil Heliópolis. É um concerto importante, um dos maiores da literatura para viola e orquestra: um grande e gratificante desafio para o solista e para os integrantes da Orquestra. Fico muito feliz em fazer música de tão alto nível junto aos nossos alunos”, destaca Gabriel Marin, como solista e professor do Instituto Baccarelli.

Com duração de uma hora, o concerto começa às 12h. Você pode adquirir os ingressos através do sitewww.compreingressos.com, por R$10 a inteira e R$ 5 a meia entrada.

ORQUESTRA JUVENIL HELIÓPOLIS NO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Datas: 05 de novembro

Horário: 12h

Vendas pela Compre Ingressos: R$ 10 inteira e R$ 5 meia (vendas pelo http://www.compreingressos.com/espetaculos/8140-orquestras-de-heliopolis)

Classificação etária: livre

ORQUESTRA JUVENIL HELIÓPOLIS

Formada por 60 instrumentistas, cujas idades variam de 14 a 25 anos, a Orquestra Juvenil Heliópolis (OJH) alia ajovialidade de seus músicos com a maturidade e o conhecimento adquirido de seus professores e regente titular, Edilson Ventureli. Criada em 2009 e mantida pelo Instituto Baccarelli, a Orquestra está comprometida em promover a democratização do acesso à música de concerto – missão que já levou o grupo a importantes palcos, como Sala São Paulo, Theatro São Pedro, Centro Cultural São Paulo e MASP Auditório, entre outros. O grupo também representou o Instituto em eventos notáveis, como os programas Criança Esperança (2011) e a III Conferência Global Sobre o Trabalho Infantil, realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Brasília.

SOBRE O INSTITUTO BACCARELLI

Em 1996, sensibilizado por um incêndio de grandes proporções em Heliópolis, o maestro Silvio Baccarelli prontificou-se a ensinar música para 36 crianças e jovens da comunidade, como forma de diminuir o sofrimento das famílias atingidas e contribuir para a autoestima e possibilidade de educação desses menores. Como o bairro da zona sul paulistana não dispunha de local apropriado para as atividades, o maestro cedeu o próprio imóvel, o Auditório Baccarelli (localizado na Vila Clementino), para dar início às aulas. Dos participantes desse estágio inicial, dois ex-integrantes do coral que o maestro regeu por várias décadas em São Paulo permaneceram à frente do Instituto: os irmãos Edilson e Edmilson Venturelli. Além da gestão executiva e da imagem institucional, eles foram os responsáveis pelo desenvolvimento das diferentes atividades da entidade, e por ampliar significativamente a dimensão da instituição de ensino.

Organização sem fins lucrativos voltada para ensino musical com intuito de promover formação artística e inserção social, o Instituto Baccarelli atende anualmente mais de 1.000 crianças e jovens por meio de programas socioculturais, cuja premissa é a excelência pedagógica, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento pessoal e para a criação deoportunidades de profissionalização no campo da música erudita.

Hoje com sede própria na comunidade de Heliópolis, o Instituto dispõe de ampla estrutura, distribuída em dois prédios, onde ocorrem práticas de conjunto em 5 orquestras, 14 corais, 20 grupos de musicalização infantil52 classes coletivas de instrumentos, 20 grupos de câmara, além de aulas em grupo e individuais sob a responsabilidade de 78 profissionais de música.

O Instituto conta com a direção artística do maestro Isaac Karabtchevsky e com o patronato do regente indiano Zubin Mehta, que visitou a instituição em 2005 e se encantou com o poder da música enquanto ferramenta de transformação social.

A Instituição constrói dia a dia uma história de conquistas, fruto de um amplo trabalho educacional, que transcende a profissionalização musical, suscitando autodisciplinarespeitocriatividadeconvivência e senso colaborativo em grupo – essenciais tanto para as relações intersubjetivas quanto para a consolidação da noção de cidadania.

Para a manutenção de suas atividades, o Instituto Baccarelli conta com os seguintes patrocinadores, distribuídos por categorias. Ouro: Vivo e Volkswagen; Prata: Cielo, Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre e Banco Volkswagen; Bronze: Pernambucanas, BTG Pactual, Bradesco e Instituto Votorantim.

Informações para Imprensa:

Agencia [1927]

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