Rio ganha uma nova Escola de Artes

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Rio ganha uma nova Escola de Artes

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Iniciativa do Centro Universitário Celso Lisboa visa à formação de artistas investindo no estudo de competências

O Centro e a Zona Norte do Rio ganham, a partir deste mês, uma nova Escola de Artes. Serão 14 cursos nas áreas de teatro, dança, literatura, música, cinema e artes visuais para crianças e adultos, com aulas nas duas unidades do Centro Universitário Celso Lisboa: Centro e Engenho Novo.

A Escola de Artes Celso Lisboa nasceu como um desdobramento do projeto Cultura Viva, criado pela instituição há dois anos, no qual o principal objetivo era levar cultura e entretenimento para a Zona Norte, região que quase não oferece nenhuma opção de diversão e cultura.

A ação que se destaca no projeto é o apoio a grupos amadores de teatro, na qual a instituição oferece espaço para ensaios, além do próprio teatro, com capacidade para 80 pessoas. Com grade de programação semestral, o campus vem recebendo peças que vão desde os clássicos até o contemporâneo. E as encenações são abertas ao público, com ingressos gratuitos ou a preços populares, transformando o espaço da faculdade em uma nova opção cultural.

Aulas também acontecerão em espaços públicos

Agora, nasce a Escola de Artes Celso Lisboa, com cursos que têm como propósito alimentar a sede por novas descobertas e estimular a educação artística. A ideia não é decorar conteúdos ou métodos, mas vivenciar situações a fim de criar possibilidades dentro da realidade de cada um e de cada objetivo. A Celso Lisboa acredita que, como a arte é capaz de gerar novos pontos de vista e respostas para diferentes situações da vida, ela funciona como um dos pilares da educação e do processo de aprendizagem.

Assim, a Escola de Artes Celso Lisboa também pretende quebrar o paradigma de que uma escola necessita de espaço físico fixo para realizar suas ações. As atividades e cursos vão acontecer tanto nas duas unidades da Celso Lisboa (Centro e Engenho Novo) como também em espaços abertos e públicos.

– Acreditamos que é possível desconstruir a educação tradicional que conhecemos em qualquer lugar: no palco, na rua e na vida – afirma Karina Lisboa, diretora e idealizadora da Escola de Artes Celso Lisboa.

Metodologia e espaços disruptivos

O pilar metodológico da Escola de Artes Celso Lisboa é o mesmo da instituição: o aluno é protagonista da aprendizagem, assumindo um papel ativo no processo do conhecimento, com construção multidisciplinar e orientado para o aperfeiçoamento de competências. O professor, neste contexto, tem o desafiador papel de hierarquizar as informações que são relevantes para a formação e desenvolvimento do aluno e estimulá-lo a chegar até o final desse aprendizado.

– Há 46 anos, a Celso Lisboa nasceu com o propósito de tratar a educação a sério, olhando para o futuro da aprendizagem e assumindo a responsabilidade de se transformar a cada dia. E, por isso, a Celso Lisboa não vai parar de se reinventar e de se preparar para cada momento e cada oportunidade que se abre. A proposta desta nova escola não é formar apenas artistas, mas seres humanos capazes de expressar sua rica complexidade em projetos, obras, performances – afirma Karina Lisboa.

Cursos para todas as idades

A Escola de Artes Celso Lisboa conta com 14 cursos nas áreas de teatro, dança, literatura, música, cinema e artes visuais. A unidade Engenho Novo oferece quatro deles: Teatro para Infância, para crianças entre 6 a 10 anos e de 11 a 15 anos com aulas ministradas por Evelyn Rocha; Teatro para Iniciantes, para maiores de 14 anos, com aulas sob o comando de Regis Sóri; Dança Contemporânea – Arte do Movimento e Teatralização dos Movimentos de Dança, com Lavínia Bizzotto e Corpo, Caos e Devir, com a professora Vê Barbosa.

Já na unidade Centro, a Escola de Artes Celso Lisboa oferece opções de cursos como Teatro para não-atores, com João Marcelo Pallotino e Verônica Reis; Arte Sonora – Música e Arte Sonora para além do senso comum, com aulas ministradas por Carlos Eduardo Soares; Artes Visuais – A Arte do Espaço, com a professora Natália Lana e ainda os cursos de Fotografia Artística – Olhar e Criação e Documentário – Linguagem Técnica e Produção, ambos com aulas ministradas por Agnaldo Flor e Fernando Cunha Jr.

Mais informações no site escoladeartes.celsolisboa.edu.br/

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