Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos na estreia de seu projeto musical

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Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos

 

Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos na estreia de seu projeto musical

O palco do Teatro Alfa recebe nos dias 20, 21 e 22 de abril  Omara Portuondo em participação especial aos 87 anos, a orquestra feminina Camerata Romeu, regida por

Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos

Zenaida Romeu; Pepe Cisneros, o contrabaixista Gastón Joya; o trompetista Julito Padrón e o percussionista Oliver Valdés. Entre os brasileiros, João Donato,  Fabiana Cozza, Swami Jr e Toninho Ferragutti.Trata-se de oportunidade única para o público assistir encontros inéditos, especialmente montados e em diferentes formações, entre nomes expressivos da música brasileira e cubana

Na comemoração dos 20 anos do Teatro Alfa, o espaço retoma um dos pilares que o tornaram um dos principais palcos de São Paulo: uma temporada de Música para somar à sua programação anual – que já conta com um musical de grande porte em cartaz nos primeiros meses do ano (em 2018, é a vez de Peter Pan) e a conceituada temporada de dança do segundo semestre. Na sua inauguração, o projeto Alfa Música aposta em show composto por 30 artistas brasileiros e cubanos que exploram as semelhanças musicais e culturais entre os dois países.

Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos

Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos

Inédito e feito especialmente para o Teatro Alfa, o Conexão Brasil-Cuba acontece dias 20, 21 e 22 de abril, sexta-feira, às 21h30, sábado, às 20h e domingo, às 18 horas. A curadoria é de Myriam Taubkin, que faz também a direção musical com Swamy Jr. e a direção de arte é de Gabriel Fontes Paiva. Os arranjos foram especialmente criados por Tiago Costa, João Donato – que havia muitos anos não escrevia para uma orquestra de câmera – Swami Jr e Edson Alves, para formações diferentes no palco.

Dos cubanos, apresentam-se Omara Portuondo, que faz participação especial no show aos 87 anos; a orquestra feminina Camerata Romeu, regida por Zenaida Romeu; Pepe Cisneros, músico cubano radicado no Brasil; o jovem contrabaixista Gastón Joya; o trompetista Julito Padrón e o percussionista Oliver Valdés. Os brasileiros são João Donato – percussionista, acordeonista, arranjador, cantor e compositor que procura reincorporar a musicalidade afro-cubano ao jazz; a premiada Fabiana Cozza, que já gravou disco em homenagem ao artista cubano Bola de Nieve; o instrumentista, compositor, arranjador e produtor Swami Jr; o percussionista Felipe Roseno e o acordeonista, compositor e arranjador Toninho Ferragutti.

Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos

A novidade deste espetáculo é a confluência de instrumentos e de sonoridades de ambos os países, desde uma orquestra de câmera de Cuba, passando por percussões quentes e pulsantes e por canções de grande lirismo do Brasil e de Cuba, com artistas consagrados há décadas e músicos da nova geração.

A Basílica de São Francisco de Assis, sede da Camerata Romeu em Havana, foi palco da primeira série de ensaios realizados no início de março. Myriam Taubkin e Swami Jr. repassaram todas as músicas que serão tocadas pela orquestra e presenciaram momentos intensos, como João Donato interpretando pela primeira vez com a Camerata seu arranjo para Amazonas, feito especialmente para esta orquestra de câmara, e Omara Portuondo interpretando Veinte Años e Guantanamera, ambas as canções com arranjos inéditos do pianista e arranjador Tiago Costa.

No repertório, clássicos brasileiros e cubanos. Destaque para a abertura de Veredas (Egberto Gismonti; último álbum de Egberto, com a Camerata Romeu, em homenagem a Guimarães Rosa), interpretado pela Camerata Romeu; Até Quem Sabe (João Donato e Lysias Enio), interpretada por Donato, Fabiana Cozza e Camerata Romeu; Veinte Años (Maria Tereza Vera), interpretada por Omara, Camerata Romeu & banda, com arranjo de Tiago Costa; Ay Amor (Bola de Nieve), interpretada por Fabiana Cozza, Julito Padrón e Pepe Cisneros; Sanfonema (Toninho Ferragutti), interpretada por Toninho Ferragutti e Camerata Romeu com arranjo de Edson José Alves e Guantanamera (Joseíto Ferandez), interpretada por Omara, banda e Camerata Romeu, com arranjo de Tiago Costa.

Myriam Taubkin, que assina a direção do show em parceria com Swami Jr., afirma ter procurado artistas fundamentais na história da música de ambos os países. A partir daí, chegou aos nomes de João Donato, 83 anos, e Omara Portuondo, que aos 87 anos ainda é uma das maiores vozes em atividade de Cuba. Os artistas são conhecidos por suas inquietações e busca constante por novas sonoridades. Vale lembrar que Omara é a única mulher que integrou o grupo original do projeto Buena Vista Social Club (décadas de 1940 e 50) e do qual faz parte até hoje.

A curadora também procurou integrar jovens artistas brasileiros e cubanos, pelas semelhanças culturais e sonoras entre os dois países. “O que há de diferente entre Brasil e Cuba em relação a outros países da América Latina é a ancestralidade africana: a percussão, as religiões afro – representada aqui pelo candomblé e em Cuba pela santeria – e os ritmos da África são muito presentes nesses dois lugares. Como, também, a harmonização, a improvisação, a dança, a alegria”, diz.

O espetáculo também teve o cuidado de oferecer um trabalho de direção de arte com cenário e iluminação fiéis a estética de Cuba. A artista multimídia VJ Versuka Girio é responsável pela criação dos vídeos exibidos durante o show. “O público será transportado para uma Cuba privilegiada por paisagens singulares e excêntricas só encontradas no país de Fidel”, diz o diretor de arte Gabriel Fontes Paiva. “O trabalho também pretende dialogar com artistas plásticos cubanos”, finaliza.

Apesar de muitos artistas estarem se apresentando juntos pela primeira vez, o palco também será espaço para reencontros e reforços de parcerias. Exemplo é a orquestra Camerata Romeu, que já apresentou repertório de Egberto Gismonti em outra oportunidade, sendo considerado pelo próprio artista um dos grupos que melhor executa sua música no mundo. Outro reencontro é o de Fabiana Cozza com Pepe Cisneros, pianista que participou de seu disco, Ay, Amor, com repertório de Bola de Nieve.

“A química musical entre Brasil e Cuba sempre gera novos experimentos e certamente, uma explosão de ritmos latinos. Os dois países tem em comum a influência africana e europeia que resulta na pluralidade musical similar, de ritmo quente, enérgico e pulsante”, comenta Elizabeth Machado, superintendente do Teatro Alfa.

Continuidade

Ainda está para ser confirmada, dependendo de patrocínio, a realização de um segundo espetáculo do projeto Alfa Música este ano. “A nossa intenção é que o Alfa Música siga em frente com espetáculos concebidos por nós ou por outros produtores. A ideia para o próximo ano é ampliar o numero de temas e espetáculos, sempre com foco nos encontros especiais, na inovação, na sofisticação da música brasileira, cabendo também eventualmente a colaboração de artistas de outros países que conversem com a nossa música”, diz Elizabeth Machado, superintendente do Teatro Alfa.

A Temporada do Teatro Alfa está aprovada na Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet – art. 18 e Lei estadual de incentivo à Cultura PROAC/ICMS-SP.

Teatro Alfa reúne 30 artistas brasileiros e cubanos

Sobre os artistas

Os cubanos

  • Omara Portuondo é a única mulher a integrar o grupo original do projeto Buena Vista Social Club e uma das vozes mais representativas da música cubana.
  • A Camerata Romeu é a primeira orquestra de cordas feminina da América Latina. O foco musical é a música clássica de estilo europeu com arranjos baseados nos ritmos populares de Cuba. Criada por Zenaida Romeu.
  • O pianista Pepe Cisneros é natural de Cuba, mas residente no Brasil há 20 anos. Já incorporou a musicalidade brasileira em seu repertório e toca constantemente com diversos nomes da MPB.
  • Gastón Joya é um jovem contrabaixista, considerado uma promessa da atual música cubana. Representa a fusão da música clássica e popular, transitando por diversos estilos e gêneros alternativos.
  • Julito Padrón é um trompetista considerado um dos líderes da cena musical de Cuba da atualidade.
  • Oliver Valdés é também um dos destaques da nova geração. É um dos percussionistas mais solicitados nos últimos anos.

Os brasileiros

 

  • João Donato é pianista, acordeonista, arranjador, cantor e compositor, um dos ícones da história da música brasileira da atualidade.  Durante sua residência nos Estados Unidos, trabalhou para reincorporar a musicalidade afro-cubana ao jazz.
  • Fabiana Cozza chega aos 18 anos de carreira como uma das mais importantes intérpretes da música brasileira contemporânea, tendo lançado cinco álbuns e dois DVDs. No ano passado, gravou, em parceria com o pianista Pepe Cisneros, um álbum homenagem ao pianista, cantor e compositor cubano Bola de Nieve.
  • Swami Jr. é violonista, compositor, arranjador e produtor, um dos instrumentistas e produtores mais respeitados para produção de discos e shows no país e desde 2003, faz a direção musical para a cantora cubana Omara Portuondo.
  • Toninho Ferragutti é acordeonista, compositor e arranjador. É presença constante em gravações de CDs de grande parte de renomados artistas da MPB. Já teve duas indicações ao Grammy Latino, em 2002 e 2014.
  • O percussionista Felipe Roseno é uma das revelações da nova cena musical brasileira e toca com dezenas de artistas, entre eles Ney Matogrosso, Maria Gadu e Ana Cañas.

 

Sobre o Teatro Alfa

O Teatro Alfa completa 20 anos de operação em abril de 2018. Nesse período, fez 7.190 apresentações para um público de 3.146.458 pessoas, conquistando espaço relevante na cena cultural da cidade de São Paulo. Administrado pelo Instituto Alfa de Cultura, o Teatro Alfa é um teatro privado que mantem temporadas regulares nas áreas de dança e teatro infantil, apresentando também espetáculos musicais de grande porte, música erudita e popular e teatro adulto. O Teatro Alfa foi idealizado para múltiplo uso e equipado com excelente mecânica cênica, iluminação e sonorização. A sua manutenção exemplar o mantém em perfeito estado de conservação e investimentos são feitos para constante atualização técnica. Com duas salas, os espaços são versáteis e acomodam todo tipo de espetáculo. O Teatro Alfa acolhe com total adequação espetáculos de dança, óperas, orquestras, música popular, teatro e musicais, além de dispor de ótima infraestrutura para realização de congressos e seminários. Segundo a avaliação de artistas produtores, companhias e do público, o Teatro Alfa supera as expectativas por ser conduzido por uma equipe altamente qualificada, apta a receber produções sofisticadas e de grande exigência técnica.

Na Sala A, com capacidade para 1110 lugares, a plateia foi projetada para envolver o palco, permitindo sua melhor exploração. De qualquer uma de suas poltronas, o público tem total conforto e uma visão privilegiada dos espetáculos. A Sala B, com capacidade para 200 lugares, abriga teatro adulto, infantil e música. Inaugurada por Raul Cortez, por lá já passaram nomes como Marco Nanini, Yamandú Costa, Helena Meirelles (último espetáculo de sua carreira), Nuno Mindelis, Ricardo Herz, Walderez de Barros, Selton Melo e Angela Dip, entre outros.

Para roteiro

Conexão Brasil-CubaDias 20, 21 e 22 de abril. Sexta-feira, às 21h30, sábado, às 20 horas, e domingo, às 18 horas. Ingressos: De R$ 37,50 (meia) até R$ 180 (inteira). Duração: 100 minutos. Classificação: Livre. Capacidade: 1110 lugares.

Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. (11) 5693-4000. Site: www.teatroalfa.com.br. Ingresso rápido ou pelos telefones: 11 5693-4000 | 0300 789-3377. Acessibilidade – motora e visual. Estacionamento: Sala A. Vallet R$ 45,00 Self Park R$ 31,00. Mais informações pelo site www.teatroalfa.com.br/espetaculos/conexao-brasil—cuba

ASSESSORIA DE IMPRENSA do Teatro Alfa

 

ARTEPLURAL Comunicação

(11) 3885-3671

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